quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

DESABAFO‬ de escritora

Pois é...
'Segundo os terceiros, quartos, quintos rumores daqui da internet e até de quem conheço pessoalmente escuto a clássica 'frase pergunta' que não é fácil vender livros.
E não é mesmo!
A gente se frustra com quem nunca pensou frustrar, a gente não é prestigiado pelos nossos, família sequer se ajunta, isso é raro, parabéns pra você que teve e tem a sua ali do lado, pro que der e vier, parentes então, melhor nem entrar nesse assunto, amigos são poucos os que estão ali pra se emocionar com a gente. Negociamos até o último furo, a gente dá o próprio sangue, a gente se esvazia e entorna. A gente acha que não vai conseguir, abandona e emudece, descansa, atreve-se novamente e segue o rumo até dar certo e dá, porque Deus opera nossas mãos e delas lindos instrumentos dão a largada do sucesso.
Ficamos horas dos dias, noites, meses e até ano sem dormir de forma correta pra escrever, preparar, acolchoar todo o nosso amor possível nas páginas, em cada linha... É um sonho sendo realizado a cada respirada de folha, ainda quando estão em branco, as vemos voando pelo mundo, escorregando pelos olhos dos outros, sentimos uma espécie de êxtase em imaginar os entrelaces.
Nunca contei com ninguém, não tive apoio, não sou diva de nada, não sou "maravilhosa" como muitas e muitos se acham por ai. Na verdade não gosto de alguns rótulos que me colocam, pois sou apenas a Simone, é, aquela que já passou por muitos apuros nessa vida, que faz piada pra não chorar, amiga, que ama a liberdade e a paz, geniosa do bem e serva do Senhor para todo o sempre. Conquistei meu espaço na força de vontade, lutei por mim mesma e guerreei com pulsos firmes e letras em punho dei o tiro de misericórdia numa editora independente e na fé eu mesma produzi (digamos assim) meus livros e muito além, eu chorei e ri cada vez que me via superar e amadurecer mais os meus projetos que um dia achei nunca saírem das gavetas, na verdade de todas as gavetas da casa de dentro e de fora porque escritor é assim... Tem "rabisco" pra todo canto, respinga em tudo da gente!
Nunca tive e sequer terei a intenção de comparar o meu trabalho, a minha escrita, a minha poesia com a de ninguém. Cada um ganha seu próprio sol, mas quando não sabemos acendê-lo fica difícil e quando dou na telha deixo o sol descansar e por isso pinto estrelas e assim vou. Nunca vendi meus livros a preço de banana pois eles me custam caro, vocês não imaginam. Não temos lucro (agora falando de escritor pra escritor, vocês sabem bem disso). E olha o que me acontece, ao tempo de Deus pessoas e mais pessoas veem chegando e "me levando" para conhecer tantos lugares. O lucro do escritor é a "carinha" bonita, contente, quando alguém que nunca vimos na vida chega numa mensagem dizendo que recebeu o livro e ainda agradece, é aquela sensação de dever cumprido com a poesia, comigo mesma.
Quem escreve precisa entender de uma vez por todas:
Somos correspondentes de uma menina doce chamada poesia e ela é remetente de sentimentos, apenas.
Portanto, deseja ser um bom escritor, seja primeiro dono de bons sentimentos porque a poesia vai te cobrar de volta sendo você o destinatário.
No mais, só tenho a agradecer, eu vendo sim e muitos livros porque os 'meus' leitores já conhecem minha essência, meu jeitinho de conduzir tanto o trabalho quanto o prazer de ser escolhida com esse dom de levar sonhos, colo, palavras... E se vender pouco, estarei feliz do mesmo jeito, porque eu sinceramente não consigo competir algo tão lindo que pode chegar sem cobranças com quem briga por status (nem sei o que é isso). E Deus no controle!
Beijos, gratidão por tantos abraços!
Simone Resende
(a moça do Balaio como andam me chamando, amei isso) 


Um comentário:

Katia Magal disse...

Gostei muito, vou publicar seu blog, em minha página.Bjssssssssss